Estatísticas são desconhecidas
O tamanho do risco representado pelas superbactérias parece não ter sido dimensionado ainda pelos organismos públicos e entidades representativas procurados pela FOLHA. Nenhum dos órgãos informou o total de casos notificados.
A Vigilância Sanitária de Londrina informa apenas que, anualmente e em situações de surto, os hospitais são fiscalizados. No caso de irregularidades são intimados a prestar esclarecimentos. A Anvisa limita-se a dizer que atua na identificação, prevenção e controle das infecções relacionadas à microrganismos multirresistentes.
Já a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informa que elaborou um plano estratégico de enfrentamento e controle de infecção e que inspeciona estabelecimentos. E completa que, ainda que seja obrigatória, ''a notificação é um acordo de cavaleiros (sic).''
A assessoria da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Fehospar) atesta que ''as instituições hospitalares foram e continuam sendo orientadas a seguirem os protocolos emitidos pelo Ministério da Saúde, Anvisa e as Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estadual.'' E esclarece que ''há mais de 10 anos vem incrementando um programa de incentivo ao cumprimento das normativas que obrigam hospitais a manter suas comissões de controle atuantes. Periodicamente são realizados cursos de prevenção de infecção hospitalar na entidade''.
A Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar (Aparcih) diz que promove reuniões mensais na Capital, cursos e eventos para os profissionais da saúde ''a fim de prepará-los para lidar com a situação e desenvolver medidas de controle dos surtos''. (M.T.)





