O Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde traz informações divergentes. No caso da hanseníase, por exemplo, doença que até a década passada era considerada controlada, o boletim aponta 712 casos confirmados no ano passado. Mas, segundo informação da Coordenação Estadual do Programa de Prevenção à Hanseníase, órgão da própria secretaria, no ano passado foram registrados 1.114 novos casos. Em 1999, 3.134 pessoas estavam em processo de tratamento da doença no Paraná.
Com a tuberculose, ocorre a mesma divergência. Enquanto o boletim acusa 1.128 casos em 2000, a Coordenação de Doenças Infecciosas da secretaria registrou 2.325 casos. A secretaria justifica informando que o boletim traz apenas dados ‘‘preliminares’’.
Enquanto não se sabe ao certo quantos casos de doenças infecciosas são registrados no Estado, a secretaria tenta identificar, pelo menos, os principais focos das doenças no Paraná, mas encontra dificuldades. A hanseníase, por exemplo, não tem uma região de incidência específica. ‘‘A doença está distribuída de forma homogênea’’, explica a coordenadora do Programa Estadual de Prevenção à Hanseníase, Rosana Ribeiro dos Santos.
Já a tuberculose, doença reemergente, tem tido uma incidência gradativa, principalmente na Região Metropolitana de Curitiba e Litoral do Estado. A maior incidência ocorre em Paranaguá (Litoral), onde a coeficiente é de 97,56 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em Foz do Iguaçu, o coeficiente é de 85,57. A doença é registrado com alta incidência em pelo menos 22 municípios do Estado.

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