No Paraná, o atendimento a usuários de crack, álcool e outras drogas está ligado à Rede de Atenção à Saúde Mental, composta, entre outros serviços, pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), ambulatórios em saúde mental e hospitais psiquiátricos. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, são 21 Caps AD (Álcool e Drogas) no Estado.
A Secretaria diz que a atual gestão tem como proposta a implantação gradativa de quatro Centros de Tratamento para Dependentes de Álcool e Drogas (Cetrad) no Estado. Dois deles estão previstos para este ano. ''O principal objetivo destes serviços será o tratamento da dependência química, com foco especial para os usuários de crack refratários ao tratamento ambulatorial com enfoque na reabilitação biopsicossocial.''
Questionada, a Secretaria não informa quanto será investido este ano na prevenção do vício e recuperação de dependentes químicos.
No Brasil, o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, anunciado no final do ano pela presidente Dilma Rousseff, prevê investimentos de R$ 4 bilhões até 2014 e está dividido em três eixos: atendimento aos dependentes e seus familiares, combate ao tráfico e prevenção. Inclui, por exemplo, a instalação de câmeras nas cracolândias.
Dentro de dois anos, devem ser instalados 308 consultórios de rua em todo o País, com equipes formadas por médicos, enfermeiros e psicólogos. Outra novidade é a criação de enfermarias especializadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o Ministério da Saúde também prevê o repasse de recursos para a criação de 2.462 leitos para internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves.

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