Devido ao risco da perda excessiva dos nutrientes, a Anvisa anunciou que estará fiscalizando com rigor as especificações das embalagens. A empresa que não discriminar que houve o processo de irradiação e que estiver comercializando alimentos com quantidade de nutrientes inferior ao adequado será multada.
A gerente de ações de ciência e tecnologia de alimento da Anvisa, Fabiana Reis, disse que o órgão está atento ao andamento das pesquisas mundiais sobre o assunto e que as normas brasileiras para alimentos irradiados estão de acordo com os padrões da Organização Mundial da Saúde e pela FAO, organismo da ONU para alimentação e agricultura.

As regulamentações técnicas sobre a construção de equipamentos de irradiação continuam sendo realizadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cenem) que fiscaliza anualmente as instalações. ''Todo o processo é muito criterioso, e até hoje nunca tivemos nenhum caso de contaminação'', reforçou Fabiana.

Somente três empresas têm autorização para trabalhar com instalações radioativas além do Exército: Empresa Brasileira de Radiações (Embrarad), de Cotia (SP), Companhia Brasileira de Esterilização S/A, de Jarinu (SP), e a Tech Ion Industrial Brasil, de Manaus, a única até o momento a ter autorização para irradiar alimentos. (A.P.N.)

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