ReproduçãoLiving decorado por Esther Giobbi e fotografado pela Estilo D: moderno, rústico e com referências étnicasA casa dos anos 90 tem que ser confortável, prática, funcional. Deve também refletir a personalidade e o gosto de quem mora nela. Aliás, seu morador deve manter tudo - espaço e decoração - dentro de suas possibilidades econômicas. Afinal, ‘‘bossa, elegância e beleza não querem dizer dinheiro’’; e é possível conseguir grandes efeitos e soluções com boa vontade aliada ao bom gosto.
Em síntese, esta é a tendência da decoração dos tecnológicos anos 90. Palavra de especialista. No caso, a arquiteta e jornalista Olga Krell, editora da revista ‘‘Estilo D’’, uma publicação voltada ‘‘para qualquer pessoa que curte morar bem’’, como a própria Olga Krell gosta de definir.
‘‘O artigo de maior luxo hoje é o espaço, o metro quadrado. As pessoas têm que saber como morar com conforto e elegância em espaços pequenos’’, frisa. Isso não significa que as casas grandes estão fora de moda. É apenas uma questão de praticidade. Casas grandes dão mais trabalho e mais gastos, algo não muito compatível com o ritmo frenético da vida moderna.
Paulo WolfgangOlga Krell: ‘‘A moda doida é cansativa’’
‘‘A casa de hoje tem um novo papel a cumprir. As pessoas passam menos tempo dentro dela, mas a função da casa cresceu muito em importância. É o espaço para a fuga do mundo. A busca do conforto, segurança e status é associada à casa e estilo de vida que ela representa’’, reforça Olga Krell, lembrando que as mudanças comportamentais influenciaram a maneira de morar. Hoje mais jovens moram sozinhos, homens e mulheres descasados formam novos lares, a mulher descobriu e conquistou novos interesses e atividades fora de casa, as famílias viajam com mais frequência, a mão-de-obra doméstica é cada vez mais escassa, etc...etc...etc...Por tudo isso, segundo ela, chegou a vez da criatividade prática.
Segundo Olga Krell, existe um paralelo absoluto entre a moda do vestuário e a decoração. ‘‘Toda vez que cai o poder aquisitivo, o pessoal começa a fazer moda doida para chamar a atenção, para vender. Doidices - tanto em moda quanto em decoração - são cansativas e nada usáveis.’’ Por isso, segundo ela, a regra válida também para a decoração é a ‘‘regra do jeans’’.
Explicando: o jeans é usável em qualquer ambiente; é só trocar a blusa e os acessórios. A diferença fica por conta do toque pessoal. O gosto indisfarçável que transparece através de atitudes, símbolos, detalhes. E gosto, como diz o velho ditado, não se discute.

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