O professor Antônio Raimundo dos Santos, coordenador do mestrado profissional em governança e sustentabilidade da ISAE/FGV, também concorda que a formação dos professores é um dos gargalos da educação básica no Paraná. Ele critica, entretanto, o que chama de "comportamento acomodado dos docentes", reforçado pelo "atraso" nas discussões dos sindicatos e associações que representam a categoria. "Não se discute a coisa certa", opina, avaliando que os professores precisam se preparar melhor para educar as atuais gerações. "Hoje, temos medo de aplicar valores que não mudam, com a disciplina. As escolas se preocupam em oferecer conforto ao invés de desafiar os alunos."
Santos afirma que as escolas não estão conseguindo fazer os alunos aprenderem. "Os alunos vão passando de ano sem serem realmente avaliados. Educação não é apenas assistir aulas e fazer provas", continua. O quadro é preocupante diante de uma sociedade que saiu da era industrial para entrar na era do conhecimento. "Hoje, a mais importante ferramenta é o cérebro, o que reforça a importância da educação de qualidade."
Por isso, ele considera prioritário que o próximo governo cobre produtividade de toda a estrutura da Educação, questionando inclusive a forma como os professores estão ensinando. "É imprescindível a modernização do sistema. Os educadores precisam saber usar as tecnologias, além de criarem desafios capazes de motivarem os alunos", afirma. Pessoas que leem, entendem lógica e absorvam conhecimento geral sobre a sociedade são mais capazes, segundo ele, de contribuir para o crescimento do Estado.(C.A.)

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