EQUILÍBRIO - Estruturas mais resistentes, já
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de abril de 2016
Marcelo Frazão<br> Especial para a FOLHA 
Nos parques municipais Arthur Thomas e Daisaku Ikeda, ambos na zona sul de Londrina, as fortes chuvas de janeiro levaram rio abaixo estruturas e equipamentos. Muito foi perdido. A recuperação desses parques públicos parcialmente destruídos e atualmente fechados deve consumir entre R$ 8,5 milhões a R$ 10 milhões.
Na opinião do arquiteto Christian Steagall-Condé, a cidade deveria começar a desenhar, já, estruturas e mobiliários urbanos de lixeiras a bancos de praças e parques muito mais resistentes a intempéries. "Independente das causas das chuvas e dos abalos, são situações que agora passam a ser parte da vida de muita gente em Londrina."
No Daisaku Ikeda, a chuva fez desaparecer uma passarela e todos os brinquedos do parquinho infantil. Ao escavar o solo do parque nas margens, o Ribeirão Três Bocas provocou uma erosão gigantesca e deixou à mostra interessantes rochas basálticas. "É uma disjunção colunar. Um tipo de afloramento de rochas que pode se tornar, quem sabe, um bom atrativo visual e de estudos quando o parque for reaberto", especula Thiago Augusto Domingos, geógrafo e diretor-técnico da Secretaria do Ambiente de Londrina (Sema), referindo-se a um possível "novo museu natural" ao ar livre.


