Em uma manhã da última semana, havia três homens e três mulheres aguardando para realizar o teste pela primeira vez na sala de espera do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Programa de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina. Uma das moças contou à reportagem que buscou o serviço porque passou um período separada do marido e agora retomou o casamento. "Tive relacionamentos no período de separação e imagino que ele também tenha tido. Agora voltamos a nos relacionar, acho importante fazer o teste. Depois que souber meu resultado, vou encorajar meu marido a fazer", revelou.
O teste rápido é capaz de diagnosticar HIV, as hepatites B e C e sífilis. Qualquer pessoa com mais de 13 anos pode fazer e aqueles que o realizam pela primeira vez no CTA passam por um aconselhamento em grupo e recebem o resultado individualmente, quando passam por outro aconselhamento. O processo leva menos de meia hora. Os que porventura descobrem alguma das doenças são encaminhados no mesmo dia para atendimento.
A psicóloga Rosângela Freire Lemos Chagas, do CTA, explica que pessoas entre 20 e 30 anos, que se expuseram a algum tipo de risco, compõem o perfil da maioria dos pacientes. "Grande parte praticou sexo sem proteção", conta ela, informando que neste ano foram comunicados 72 resultados positivos apenas no CTA.
Responsável por dar a notícia aos pacientes, Rosângela admite que não é um trabalho fácil. "As pessoas não tem noção de que o risco estava próximo, mas quando descobrem que têm o vírus, apresentam uma percepção deturpada de que não podem mais ter planos, de que vão morrer", revela. Cabe aos profissionais do serviço orientar que é possível viver com HIV, apesar do tratamento nem sempre ser fácil. (C.A.)

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