Há 60 anos Theresia Jungert desembarcou de uma viagem de mais de 20 dias que exigiu navio, trem e caminhão até chegar à Entre Rios, distrito a 17 km de Guarapuava, no Centro-Sul do Estado. ''No dia 6 de outubro de 1951 chegamos a Góis Artigas (não havia estação de trem em Guarapuava). Era um dia muito frio e, em volta, só montanhas e mato, e pensamos: 'o que que vai esperar por nós aqui'.'', relembra uma das pioneiras da imigração de Suábios do Danúbio ao Brasil.

A etnia suábia habitava o que chamam de Antiga Pátria, onde hoje se localizam Croácia, Sérvia, Romênia e Hungria. Durante a 2 Guerra Mundial, foram obrigados a se refugiar na Áustria. O grande número de imigrantes e apátridas incentivos a emigração. Muitos partiram para os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Alemanha e um grupo acabou vindo para a América do Sul.

''O Brasil foi um dos poucos países que aceitou a vinda de famílias completas, com idosos e crianças. Os outros países queriam apenas pessoas em idade produtiva'', explica Viviane Schussler, coordenadora da Fundação Cultural Suábio-Brasileira.

As famílias se inscreveram para a migração cientes de que seria dentro de um sistema cooperativista. Ao todo, 500 famílias suábias chegaram à Entre Rios. ''Foi a única comunidade que veio organizada, que sabia para onde ia e como iria se estabelecer'', assinala.

Leia mais sobre a história dos suábios de Guarapuava na reportagem de Mariana Fabre.

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