Entidade aponta riscos da regulação
Entre os críticos da sugestão pública que propõe a regulação do uso da maconha está a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Em texto enviado à reportagem da FOLHA, a entidade destaca que o Brasil enfrenta falta de estrutura para o tratamento de dependentes. Além disso, a droga causaria danos à saúde, tanto aos pulmões de quem fuma quanto no desenvolvimento cognitivo de usuários, principalmente adolescentes. "Quando usada na adolescência, o risco de dependência é o mesmo da cocaína, de 15%", diz o texto.
A ABP destaca que o uso terapêutico da droga ainda está em fase de estudos e que a pesquisa pode ser feita de acordo com normas legais, "sem a necessidade de legalização total da droga". O texto reconhece que substâncias extraídas da maconha, como o Canadibiol, vendido em óleo e spray, podem "eventualmente vir a ser úteis."
Segundo a entidade, a agência americana FDA (Food and Drug Administration) se posiciona contrária à "legalização" ou ao uso da maconha fumada para fins terapêuticos. A legalização da maconha para uso medicinal é indefensável cientificamente e só parecer servir para justificar a legalização para o uso recreativo, criticam, destacando que há desconhecimento do impacto que a maconha pode causar na estrutura psíquica do usuário. "A droga, quando fumada, piora todos os quadros psiquiátricos, que já atingem até 25% da população, como depressão, ansiedade e bipolaridade", defendem.(C.A.)





