Entidade ajudará presos
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de fevereiro de 2001
Emerson Dias 
Entrevisto presos brasileiros quase diariamente. Foi assim que descobrimos um rapaz preso há dois anos acusado de agressão. Pela lei, ele não deveria cumprir mais que dois meses. Este foi um dos comentários do diretor da Penitenciária de Ciudad del Este, Pedro Galeano Gaona, que tem tomado a iniciativa de verificar pessoalmente a situação dos processos.
Mesmo reconhecendo os problemas enfrentados pelos presos no sistema carcerário onde atua, o diretor fez um alerta: a deficiência existe tanto no Paraguai quanto no Brasil. Sabemos da situação de algumas cadeias no país vizinho e temos certeza que muitas delas não estão melhores que as nossas. Em Foz, a cadeia tem capacidade para 168 presos, mas abriga 423 detentos (17 paraguaios).
Para amenizar os problemas enfrentados pelos internos nas penitenciárias paraguaias e estimular a formação técnica dos presos, autoridades paraguaias, encabeçadas pelo diretor Pedro Galeano Gaona, criaram a Fundação Penitenciária (Fundapen). A entidade, inaugurada há 15 dias em Ciudad del Este pelo ministro da Justiça, Silvio Ferrera Fernandez, é formada por médicos, professores, instrutores técnicos, juízes de direito e representantes do Movimento pelo Direitos Humanos. Estamos desenvolvendo um projeto de caráter educativo para a reabilitação do preso. Ele atingirá tanto o interno quanto a família que o aguarda fora da prisão, comentou Gaona, referindo-se aos filhos dos presidiários que serão mantidos em escolas pela Fundapen.


