O engenheiro agrônomo Iniberto Hamerschmidt, coordenador estadual de olericultura do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), aponta que a entidade tem escritórios nos 399 municípios do Paraná, mas no momento 40 estão fechados – incluindo os de Curitiba e Pinhais. Dessa forma, a opção para produtores dos dois municípios é buscar a central de atendimento no escritório estadual, em Curitiba. Um concurso público deve ser aberto em breve e servidores devem ser designados para as unidades fechadas.

"Em Pinhais, estamos tentando um acerto com a prefeitura para abrir o escritório local. Mas a cidade tem apenas 118 produtores. Em Contenda (Região Metropolitana de Curitiba), só de produtores de batata, são mais de mil", afirma Hamerschmidt.

O engenheiro agrônomo cita as dificuldades dos pequenos produtores de Curitiba e Pinhais. "Se a propriedade está em área urbana ou semiurbana, eles não podem usar agrotóxicos. Nós orientamos para que utilizem o modelo de agricultura orgânica. O que não é urbano, é área de manancial. Além disso, eles têm que produzir em espaços muito reduzidos", descreve. "A vantagem é estar perto do consumidor, das feiras livres, da Ceasa."

Satoshi Osmar Nonaka, engenheiro agrônomo da Emater em Matinhos, aponta que o instituto já promoveu ações de capacitação com técnicas de agricultura orgânica e produção de mandioca e arroz irrigado na Colônia Cambará. Em uma parceria com a prefeitura, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e a associação comunitária local, está sendo desenvolvido um projeto em produção de mandioca na localidade. "A ideia é criar uma agroindústria para agregar valor ao produto", diz Nonaka.

Segundo o engenheiro agrônomo, já foram adquiridos o trator mencionado pelo secretário municipal Orlando Ferreira e equipamentos. O presidente da associação comunitária, Adauto de Oliveira da Cunha, aponta que, além de mandioca, os moradores também estão cultivando hortaliças e legumes. Ele estima que o projeto deve fazer as primeiras comercializações da produção no início do ano que vem. "Na agroindústria, queremos trabalhar com (produtos beneficiados de) mandioca e conservas", diz Cunha. (F.G.)

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