ENCONTROSFOLHA - Um cenário que precisa ser superado
O empresário Flávio Meneghetti, que já foi presidente da Federação Nacional de Distribuição dos Veículos Automotores (Fenabrave), abordou os desafios do setor para sobreviver à crise. Como fatores que impactam diretamente os negócios, ele citou a inflação alta, a queda na renda dos trabalhadores, o desemprego em alta, o endividamento das famílias e o PIB negativo. Destacou ainda que o governo vive uma crise de imagem causada pela investigação de casos de corrupção, o que dificulta a realização de ajustes econômicos necessários para o País voltar a crescer. "Não sei se falamos em sustentabilidade empresarial ou em sobrevivência empresarial. Desde os anos 30 não se via um cenário como este."
Para enfrentar a crise, ele deu algumas dicas como manter a estrutura enxuta, fazer retenção de talentos, aumentar a produtividade com melhores práticas de gestão, redobrar os cuidados ao ceder crédito a terceiros, evitar tomar crédito, e restringir estoques. E defendeu a necessidade de se fazer um diagnóstico do setor onde a empresa atua, levantar pontos fortes e fracos do negócio, fazer planejamento estratégico e capacitar pessoal.
Em sua participação, o presidente da Faep, Ágide Meneghette, também criticou o governo federal e ressaltou a crise pela qual passa o Brasil. Diz que só vê luz no final do túnel em 2019, com um novo governo. "Esta ficará marcada como uma década perdida."
O painelista defendeu ações do governo para ajudar a iniciativa privada a ser sustentável. "Precisa promover a educação para que a economia tenha mão de obra mais eficiente. Precisa dar segurança a produtores e trabalhadores." Ele ainda disse ser necessário fazer as reformas da Previdência, Tributária, Fiscal e Trabalhista, além da redução da burocracia, como forma de criar um ambiente mais competitivo e favorável ao empreendedorismo.
E contou que a Faep vem desenvolvendo parcerias com o governo do Estado para promover práticas sustentáveis no agronegócio. Entre elas, o programa Plante seu Futuro, que tem como proposta ações permanentes de divulgação e capacitação de boas práticas no campo, com as tecnologias já disponíveis. Defendeu ainda mais pesquisas para o setor e afirmou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), no Paraná, está revisando seus cursos, de modo a preparar melhor a mão de obra do campo. (N.B.)





