De um simples sensor de presença até web-câmeras e homens armados. Os sistemas ofertados pelas empresas de segurança privadas podem transformar uma residência numa verdadeira fortaleza, quase intransponível. Os preços acompanham as necessidades específicas de cada cliente: quanto mais elaborado o sistema, mais caro ele será.
A implantação de um sistema residencial simples, por exemplo, com cinco sensores de presença, custa, em média, entre R$ 600,00 e R$ 700,00. Nestes valores também já estão embutidos os custos de monitoramento do alarme por uma central 24 horas. Para se ter um segurança armado - a chamada segurança orgânica - durante 24 horas, o interessado precisa dispor de pelo menos R$ 7.600,00.
De acordo com o gerente regional do Grupo Sentinela, Jorge Luis Mendes, a procura por homens armados é maior entre as empresas, que visam a segurança total do patrimônio. Nas residências, o domínio é dos alarmes monitorados. Uma tendência bastante forte também, segundo ele, são as câmeras ligadas à Internet, que podem ser movimentadas remotamente pela central.
Mendes, que tem mais de 700 clientes, afirma que a função dos sistemas de segurança é essencialmente preventiva. ''Quando um alarme dispara por exemplo, no máximo em 10 minutos as equipes já estão no local. Isso acaba não dando tempo para o invasor escolher o que levar'', diz, lembrando que as empresas não tem poder de polícia para fazer abordagens e nem prisões.
O auxiliar administrativo, Antonio Marcos Cogorni, e a auxiliar da diretoria da Cobraseg, Edinéia Francisco Xavier, apontam que a vigilância privada deveria ser um complemento à segurança pública. ''Mas, diante das circunstâncias do sistema policial e judicial do País, acaba sendo mais uma opção na proteção de patrimônio e vidas.''
Eles destacam que, como em qualquer profissão, é importante o profissional participar de cursos de aperfeiçoamento e reciclagem. ''O vigilante está sujeito a situações inusitadas, onde se tem o dever de proteção, utilizando-se para isso meios de coação como armamentos e equipamentos específicos'', complementam.
O gerente da Sitese Sistemas Técnicos de Segurança, Eliseu Guerra, aponta que os sistemas privados dão uma segurança de 95%. ''Segurança total não existe já que há o componente humano, passível de erros tanto por parte das equipes de segurança quanto por parte dos contratantes''. (L.A.)

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