Disfarçadas de ''marketing de rede'' ou ''marketing multinível (MMN)'', empresas que supostamente praticam o velho golpe da pirâmide financeira fazem vítimas em progressão geométrica no Brasil. Seduzidas pela promessa de ganhar dinheiro fácil ''trabalhando em casa'', milhares de pessoas investem em negócios que, com o passar do tempo, mostram-se insustentáveis. Gente como um comerciante que perdeu mais de R$ 20 mil, em Cambé, ou uma dona de casa de Londrina que ainda não recuperou um investimento de R$ 7 mil. Eles apostaram em empresas diferentes, mas a sensação de terem sido enganados é a mesma (leia mais nesta edição).

O Ministério Público do Paraná admitiu ter conhecimento da atuação destas empresas no País, mas informa que por enquanto as ações das mesmas concentram-se no Norte do País. De acordo com o procurador de Justiça Ciro Expedito Scheraiber, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor (Caopcon), o assunto foi discutido durante reunião da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon), em Brasília, no início do mês.

O mais recente alvo de investigação por órgãos federais brasileiros é a norte-americana Telexfree, representada no País pela Ympactus. Conforme informações da Agência Brasil, ambas são investigadas pela Secretaria Nacional de Justiça e por ministérios públicos de pelo menos sete estados. No dia 28 de fevereiro, o Ministério da Justiça (MJ), em parceria com Secretaria Nacional do Consumidor e Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, encaminhou ofício a todos os Procons do Brasil alertando sobre a notificação enviada à empresa Telexfree, em função do recebimento de denúncia de suposta prática de pirâmide financeira.

Leia mais na reportagem de Carolina Avansini e Marian Trigueiros com conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA

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