No Norte do Paraná, Londrina tem seis áreas liberadas pela CTNBio para experimentos de soja transgênica e Rolândia mais cinco áreas. Empresas privadas como a Monsanto e Basf (ex-Cyanamid) dividem com instituições estatais (Embrapa/Soja e Iapar) a responsabilidade das pesquisas. Os principais focos das pesquisas são referentes à ‘‘soja RR’’, de domínio da Monsanto do Brasil, resistente a herbicidas com o princípio ativo glifosate, e a soja com o gene Ahas, da Basf, que tem resistência aos herbicidas à base de imidazolinonas.
A Embrapa/Soja realiza pesquisas há mais de cinco anos na área de soja transgênica, como parte do seu programa de melhoramento dos cultivares. Para isso, realizou convênios com a Monsanto e a Basf, de forma a ter acesso às sementes geneticamente modificadas. Atualmente, além de testes laboratoriais, pesquisadores têm autorização para fazer o plantio da soja geneticamente modificada em uma área de aproximadamente 10 hectares.
‘‘O objetivo das pesquisas é avaliar o impacto ambiental ocasionado pelos cultivares transgênicos, a eficiência do herbicida no controle das pragas, ervas daninhas e problemas de solo. Verificarmos se realmente é uma boa associação o uso dessa nova biotecnologia para o nosso tipo de solo’’, avalia Romeu Kiihl, geneticista da Embrapa/Soja.
Os pesquisadores cobram uma posição do governo brasileiro quanto à liberação da comercialização da soja transgênica. ‘‘Precisamos de uma definição política até para garantir um avanço maior do conhecimento na área de novas técnicas de biotecnologia’’, diz o chefe geral da Embrapa/Soja, Caio Vidor.
Já o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) realiza experimentos em uma área de aproximadamente um hectare e desenvolve pesquisas somente com sementes resistentes ao glifosate. Os experimentos começaram no ano passado e dados conclusivos ainda não foram apresentados, segundo informações fornecidas pelo órgão.

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