Empresas ajudam nas pesquisas
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de março de 2001
Ana Paula Nascimento De Londrina 
No Norte do Paraná, Londrina tem seis áreas liberadas pela CTNBio para experimentos de soja transgênica e Rolândia mais cinco áreas. Empresas privadas como a Monsanto e Basf (ex-Cyanamid) dividem com instituições estatais (Embrapa/Soja e Iapar) a responsabilidade das pesquisas. Os principais focos das pesquisas são referentes à soja RR, de domínio da Monsanto do Brasil, resistente a herbicidas com o princípio ativo glifosate, e a soja com o gene Ahas, da Basf, que tem resistência aos herbicidas à base de imidazolinonas.
A Embrapa/Soja realiza pesquisas há mais de cinco anos na área de soja transgênica, como parte do seu programa de melhoramento dos cultivares. Para isso, realizou convênios com a Monsanto e a Basf, de forma a ter acesso às sementes geneticamente modificadas. Atualmente, além de testes laboratoriais, pesquisadores têm autorização para fazer o plantio da soja geneticamente modificada em uma área de aproximadamente 10 hectares.
O objetivo das pesquisas é avaliar o impacto ambiental ocasionado pelos cultivares transgênicos, a eficiência do herbicida no controle das pragas, ervas daninhas e problemas de solo. Verificarmos se realmente é uma boa associação o uso dessa nova biotecnologia para o nosso tipo de solo, avalia Romeu Kiihl, geneticista da Embrapa/Soja.
Os pesquisadores cobram uma posição do governo brasileiro quanto à liberação da comercialização da soja transgênica. Precisamos de uma definição política até para garantir um avanço maior do conhecimento na área de novas técnicas de biotecnologia, diz o chefe geral da Embrapa/Soja, Caio Vidor.
Já o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) realiza experimentos em uma área de aproximadamente um hectare e desenvolve pesquisas somente com sementes resistentes ao glifosate. Os experimentos começaram no ano passado e dados conclusivos ainda não foram apresentados, segundo informações fornecidas pelo órgão.


