Empresários brasileiros aproveitam a viagem a Milão para sondar a possibilidade de negócios. O paranaense Ricardo Corandina, diretor de uma empresa fabricante de estofados em Arapongas, avalia que a realização de joint-venture entre fabricantes italianos e brasileiros é possível. ‘‘Eles estão de olho no nosso mercado e possuem um grande know-how na fabricação de móveis’’, enfatiza. ‘‘Diante desta situação’’, acrescenta, ‘‘é interessante nos associarmos antes que se estabeleçam no Brasil como nossos concorrentes’’. Apesar disso, Ricardo Corandina é realista quanto ao atendimento das exigências dos futuros parceiros. ‘‘É preciso um certo porte tecnológico para estabelecer uma parceria, caso contrário não se viabilizará’, pondera.
Por outro lado, Corandina observa que a chegada dos móveis estrangeiros é inevitável e, diante da impossibilidade de parceria, é melhor estar preparado para a concorrência. O produto nacional já melhorou bastante, mas ainda tem muito a evoluir, em especial no item design. Quando se observa de perto o produto italiano a diferença fica mais evidente. ‘‘Os fabricantes brasileiros, como é o nosso caso, têm investido pesado em tecnologia e qualificação da mão-de-obra, principalmente nos últimos cinco anos, mas não há como zerar as diferenças em pouco tempo’, afirma Corandina. (I.C.)

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