Empresários imigrantes se sentem mais seguros com saída de Lugo
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sábado, 30 de junho de 2012
Redação FolhaWeb 
É como se tivessem trocado a temperatura da água da cuia e transformado o tererê em chimarrão. No interior do departamento (equivalente a estado) de Alto Paraná, à margem da Ruta VI, no leste do Paraguai, a água passa quente na bomba e o sotaque marcadamente gaúcho é ouvido no comércio e nas ruas. Em meio às frases pontuadas por ''tchês'', os embalos de sábado à noite no Centro de Tradições Gaúchas (CTGs) e as camisas da dupla Grenal no município de Santa Rita, há uma nova esperança com nome e sobrenome: Federico Franco. O novo presidente do país, alçado ao cargo após o impeachment do ex-presidente Fernando Lugo no último dia 22, é encarado pela comunidade brasileira como um protetor e um aliado.
''O país retomou sua tranquilidade e, se os governos não atrapalharem, vamos seguir crescendo e fortalecendo a economia do Paraguai'', diz o empresário Vilson Beilner, o Teko, dono da Unijet, revenda de máquinas e equipamentos agrícolas que emprega 37 pessoas em Santa Rita e em outras duas filiais paraguaias. ''Estamos muito satisfeitos com a decisão do parlamento e com o discurso de Franco, que já na posse mencionou a importância dos imigrantes para a economia. Antes, éramos ignorados ou perseguidos'', afirma.
É consenso entre os brasileiros de Santa Rita que o governo Lugo desestabilizava o ''setor produtivo''. Para eles, Lugo era uma ameaça com sua promessa de reforma agrária e com sua indiferença às invasões dos camponeses sem terra. ''Não dependemos do governo. A gente só quer que ele não nos atrapalhe'', resume Noeli Maria Pasuch, gaúcha de Três Passos, dona da churrascaria Mercosur, radicada há 35 anos na cidade.
Leia mais na reportagem de Lúcio Flávio Moura exclusiva para assinantes da FOLHA.
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