Empresário diz é possível reduzir preços em até 40%
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sábado, 23 de junho de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
O empresário Ademir Sobral de Jesus, que é dono de funerárias em Campo Mourão e em Joinville (SC), considera os preços praticados em Londrina superfaturados. Se eu assumisse o serviço em Londrina reduziria a tabela em 40% e ainda ficaria rico, ressaltou Sobral. Do jeito que está, Londrina é uma mina de ouro. O empresário disse ainda que o serviço da autarquia municipal é ruim e que os carros funerários são velhos.
Com uma tabela de preços nas mãos, Sobral faz as contas para mostrar que um mesmo funeral que sai por R$ 978,00 em Campo Mourão em Londrina vai custar R$ 1.900,00. De acordo com o empresário, além dos caixões custarem mais caros, a autarquia municipal cobra à parte por uma série de serviços que poderiam estar incluídos no preço da urna funerária, como ocorre em Campo Mourão e em outras cidades.
Em Campo Mourão, as funerárias são escolhidas mediante concorrência pública e trabalham com uma tabela de preços elaborada pela prefeitura. Serviços como a preparação de corpo e a paramentação são incluídos nos preços dos caixões. Vários itens também não podem ter cobrança à parte, com velas, véu e tule de nylon. Para Sobral, cobrar R$ 22,00 por um véu, como tabela a Acesf, em Londrina, é um roubo.
Em Campo Mourão também não existe taxa para liberação de corpos nem para o uso das capelas mortuárias. A prefeitura extinguiu as guias de sepultamentos porque as taxas eram muito baixas (variavam de R$ 0,80 a R$ 2,00). Não há taxa para traslado de corpos. Um terreno no Cemitério Municipal custa R$ 40,00. Uma gaveta simples sai por R$ 120,00.
Desde o início do ano, a Câmara de Vereadores de Campo Mourão investiga as funerárias da cidade através de uma CPI. A comissão foi formada devido a reclamações de mal atendimento e suspeitas de formação de cartel e de lucro abusivos nas vendas das urnas funerárias. O relatório final da CPI ainda não foi elaborado.
Um agente funerário de Maringá, que não quis se identificar, disse que é um absurdo os preços cobrados em Londrina. Se uma pessoa de Maringá morre em Londrina não sai da Acesf sem que a família pague o mínimo de R$ 140,00, reclamou. Ele também não sabe porque o quilômetro rodado da Acesf é o mais caro do Paraná.


