Em Sabáudia (Região Metropolitana de Londrina), os poucos mais de seis mil moradores recebem atendimento médico em uma unidade central que funciona 24 horas por dia e por um Posto da Saúde da Família (PSF). "Na unidade do Centro temos médicos a qualquer hora e no PSF temos um clínico geral, um geriatra e três dentistas", afirma o secretário municipal de Saúde, Vilson Garbin.
No município, que faz parte da 16ª Regional de Saúde, são realizados, em média, 1,8 mil consultas e 1,4 mil exames laboratoriais por mês. Para suprir a falta de um hospital, Sabáudia encaminha os pacientes, em ambulâncias do município, para atendimentos de urgência e emergência nos hospitais Santa Casa e João de Freitas, de Arapongas (Norte).
"Os agendamentos das consultas e dos exames mais complexos são feitos através do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí e Região (Cisvir) e são realizados em Apucarana e Arapongas", explica Garbin. "Pretendemos ainda este ano contratar mais um pediatra, um ortopedista e um cardiologista."
Todos os médicos que
trabalham em Sabáudia moram em Arapongas e contrataram os plantões através de licitação pública. Segundo a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), 75 municípios não possuem médicos residentes.
"Faz falta um hospital aqui na cidade. Se a gente precisa de um raio-X no dedo, por exemplo, tem que ir para Apucarana. Seria muito bom um hospital bem equipado. Ajudaria bastante", acredita a aposentada Adelaide Turati, de 63 anos.
A estudante Naira Thaisa Lopes, de 17, precisou recentemente de um atendimento hospitalar ao se sentir mal em virtude de pressão baixa. "Cheguei no posto durante a noite e estava lotado. Fiquei muito tempo esperando para ser atendida", garante. "Tenho uma prima que está grávida e ela teve que ir para Arapongas porque precisava ficar internada e aqui não tem hospital". (L.F.C.)

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