Onde chega o asfalto, começa outra briga: zelar pela manutenção dele. No início deste ano, os moradores do Jardim Colúmbia A, Zona Oeste de Londrina, estavam cansados de esperar o recape das ruas do bairro, que nunca havia sido feito desde que as vias locais foram pavimentadas, em 1976.
A associação de moradores fez uma parceria com a Prefeitura de Londrina: arrecadaria dinheiro para recapear a Rua Sidney Miller, uma das principais do bairro, e outras nove ruas seriam recuperadas pelo poder público. Para contratar a empresa que faria a obra na Sidney Miller, cada morador pagou R$ 150, e os comerciantes, R$ 300. Dessa forma, foram arrecadados 60% do valor necessário para o trabalho. Depois disso, começaram os problemas.
''A empresa, quando viu que a prefeitura estava demorando para fazer o recape nas outras ruas, veio pedir para receber pelo que já tinha feito. Não era o combinado: só pagaríamos depois que a obra terminasse'', relata Juliano Faria Dalto, presidente da associação de moradores.
A recuperação do asfalto não foi concluída. Na Sidney Miller, em boa parte da rua, apenas metade do recape definitivo foi feita. Nas outras nove vias, a prefeitura fez apenas a primeira camada de asfalto.
A associação quer que a Prefeitura de Londrina conclua a recuperação para que os moradores façam outra ''vaquinha'' para terminar de arrecadar os valores necessários para as melhorias na Sidney Miller. Segundo Dalto, uma carta foi enviada à administração municipal no início de agosto, no período da transição turbulenta entre os ex-prefeitos Barbosa Neto (PDT) e José Joaquim Ribeiro (sem partido). Por enquanto, a comunidade local não recebeu resposta. Para piorar a situação, a empresa contratada pelos moradores acionou a associação extra-judicialmente para receber pelos serviços já feitos.
À FOLHA, a Secretaria Municipal de Obras informou que o asfalto definitivo no Colúmbia só deve ser feito no ano que vem. (F.G.)

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