Em Londrina, mortes aumentaram 55% este ano
Dados da Secretaria Municipal da Saúde em Londrina indicam que, no primeiro semestre deste ano, os óbitos neonatais (de crianças até um ano) aumentaram 29% em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 17 para 22 casos. Entre óbitos de bebês até sete dias de vida, o crescimento foi maior, de 55%. Conforme Sandra Caldeira, assessora da Diretoria de Vigilância em Saúde, a despeito do aumento pontual das mortes em 2015, o índice tem sido decrescente nos últimos anos. No mesmo período de 2010, por exemplo, foram registradas 18 mortes na primeira semana de vida.
Ela esclarece que o município conta com o Comitê Municipal de Investigação de Mortalidade Materno-Infantil, do qual participam representantes de diversas instituições como hospitais, gestor municipal, gestor estadual e universidades. "Este Comitê investiga, analisa e discute individualmente cada óbito materno e infantil abaixo de 1 ano de residentes no município, a fim de identificar as causas do óbito e propor, em função da conclusão de cada caso, ações preventivas a serem executadas por cada serviço de acordo com a sua especificidade", afirma, lembrando que nos óbitos ocorridos em Londrina de pacientes residentes em outros municípios, a responsabilidade pela investigação é do município de origem.
O município criou em 2014 um grupo técnico com participação de técnicos da gestão municipal e da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que vêm desenvolvendo ações relacionadas a sífilis neonatal e em gestantes, como capacitações a todos os profissionais da rede básica, laboratórios e hospitais. Outra iniciativa para combater a mortalidade neonatal é a implementação de protocolos e fluxos de pré-natal e assistência hospitalar a gestantes e recém-nascidos. Por fim, Sandra cita a introdução da carteira de gestantes de padrão único a todos os hospitais e maternidades públicos e privados e rede suplementar como mais uma ação para tentar reduzir o problema. (C.A)





