A Vila Rural do Guaragi, em Ponta Grossa, abriga 35 famílias. Foi fundada 98 e no início provocou decepção. O posto de saúde e a escola ficam a cerca de 12 quilômetros. Sem ônibus, as reclamações eram constantes. Na entressafra, os pais de família queixavam-se de que não havia meio de transporte para se deslocar até a cidade. ‘‘Hoje a situação está melhor. No começo a terra estava muito ruim, não tinha preparo e nada do que a gente plantasse, produzia. Agora já colocamos calcário e a produção começou a melhorar’’, diz um dos moradores, Dvair Dias.
O transporte também foi viabilizado. A prefeitura colocou à disposição dos moradores um ônibus, que é conduzido por um morador da vila. Mas algumas coisas ainda são motivo para queixas. ‘‘Nós ainda não temos como vender o que plantamos. É difícil chegar na cidade e conseguir colocar os nossos produtos no mercado’’, alega Dias. Ele mesmo entende o que está faltando é uma maior organização entre os moradores da vila.
Já na família de Cida Sarapião Teixeira a situação financeira é melhor. Ela e o marido trabalham. ‘‘Quando eu morava na cidade gastava mais de R$ 300,00 por mês com aluguel, luz, água e comida’’, conta. Na Vila Rural não paga aluguel. A taxa de água é R$ 3,00 e pela energia elétrica paga cerca de R$ 17,00 por mês. ‘‘Reduzi minha despesa mensal de mais de R$ 300,00 para R$ 17,00. E ainda não pago pelas verduras, carne e leite que ponho na mesa’’, diz Cida.

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