Em centrais sindicais clima é de divergência de opiniões
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sábado, 14 de maio de 2016
Nelson Bortolin<br> Reportagem Local 
Se, do lado dos empresários, são boas as expectativas em relação ao governo Temer, entre os trabalhadores não há consenso. Secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Márcio Kieller afirma que a entidade não reconhece o atual governo. "A presidente Dilma foi eleita e tem todo o direito de cumprir seu mandato até 31 de dezembro de 2018. A forma como Temer chegou ao poder é ilegítima", critica.
Para ele, o novo governo será de retrocesso para os trabalhadores, com a retirada de direitos da classe. "O documento que serviu de base para a aliança golpista (plano de governo do PMDB divulgado antes do afastamento de Dilma) mostra claramente que este governo só servirá aos empresários, latifundiários e donos de meios de comunicação", alega.
Já o presidente da Força Sindical no Estado, Nelson Silva de Souza, o Nelsão, tem esperança de que a economia se reaqueça com a posse de Temer. "Nossa expectativa de que as coisas vão melhorar é grande. Esperamos que o desemprego diminua", declara. Mas ele não se sente totalmente seguro quanto à manutenção dos direitos trabalhistas na gestão peemedebista. "Esperamos que o governo não queira estimular a economia por meio da flexibilização dos direitos sociais e dos trabalhadores", ressalta.


