Adieli Bezerra Pereira, 28 anos, está entre os 11 mil candidatos que neste domingo vão concorrer a 155 vagas de técnico bancário em Londrina e outras 18 cidades da região no concurso da Caixa Econômica Federal. Ela tentou o concurso da mesma instituição em 2010, mas não foi aprovada.
Desta vez, Adieli procurou se "dedicar exclusivamente". Ela cursava Administração e trancou o curso há um ano e meio para estudar para concursos. Em setembro do ano passado, quando a Caixa anunciou o processo seletivo, ela pediu demissão do emprego na parte administrativa de uma escola de inglês. "Estou apostando todas as fichas", explica.
Adieli aponta dois motivos para o desejo de fazer carreira em uma instituição estatal. "Meus pais são funcionários públicos e eu já trabalhei como terceirizada na Caixa. Ali, eu pude ver como (o serviço público) é uma carreira diferenciada: salário, estabilidade e plano de carreira. São essas as três coisas que eu busco", justifica.
Com o cursinho preparatório que tem frequentado e os estudos por conta própria, Adieli estudou entre 10 a 12 horas por dia para o concurso. "Se não passar, penso em fazer outros concursos, mas sempre com foco na área bancária", afirma.
A bacharel em Direito Djana Sborquia de Matos, 27 anos, passou em dois concursos no ano passado: para os cargos de técnico judiciário (de nível médio) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná e de analista judiciário (de nível superior) no TRT de Santa Catarina. Nos dois casos, aguarda nomeação – mas prefere o tribunal catarinense.
"Me formei em Direito em 2010 e, nos seis meses seguintes, não tinha muito ideia do que fazer. Comecei a me preparar para concursos no meio de 2011. Fiz quatro antes de decidir focar em TRTs. Minha ideia, desde a faculdade, era não advogar. Queria fazer concursos ou outra coisa", explica.
Nesses anos, conta Djana, trabalhou com revisão de textos, mas "a prioridade sempre foi estudar para concursos". Tanto que ela continua frequentando um cursinho preparatório e participando de processos seletivos: depois das duas aprovações do ano passado, tentou os concursos dos TRTs em Campinas (não foi aprovada) e em São Paulo (o resultado deve sair em abril). "Vou tentando porque, se aprovada, posso ser nomeada antes", justifica.
"Busco os TRTs porque seria uma maneira de ter estabilidade, para continuar estudando para prestar o concurso do Instituto Rio Branco. Quero trabalhar na área de diplomacia", afirma a bacharel. Por isso, pretende seguir fazendo cursos preparatórios mesmo após ser nomeada para algum dos cargos para os quais foi aprovada.
Djana diz que muitos recém-formados em Direito têm procurado os concursos públicos. "O mercado da área está saturado e os salários estão baixos", argumenta. (F.G.)

mockup