Entre as entidades representativas das instituições privadas de ensino superior brasileiras, a criação do Insaes provoca apreensão. O presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), Roberto Geraldo de Paiva Dornas, argumenta que o Insaes, caso seja criado nos termos do projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional, vai gerar aumento de custos para as instituições e ferir o princípio de livre iniciativa.
''Ele cria a intervenção e o comando direto nas escolas particulares por parte do MEC. O projeto tem indícios de inconstitucionalidade. Transforma o ensino privado em terreno do MEC, para fazer o que bem quiser'', afirma Dornas.
''A avaliação do ensino superior tem que ser feita, mas não desse jeito. As escolas particulares terão que pagar uma taxa de avaliação, um valor conforme o número de alunos matriculados, para que o MEC exerça um poder de polícia. O MEC está criando uma instância em que vai acusar, julgar, condenar e cumprir. As escolas particulares não podem se conformar com isso. Elas respondem hoje por mais de 70% das matrículas do ensino superior brasileiro, são as responsáveis pelo sucesso do Fies e do ProUni'', diz o presidente da Confenen.
Dornas afirma que as entidades representativas vão pedir esclarecimentos do MEC e participar dos debates no Congresso Nacional a respeito de possíveis emendas ao projeto de lei que cria o Insaes. ''Daí, pode sair uma lei melhor ou pior. Se ao final desse processo for aprovada uma lei inconstitucional, podemos entrar com uma ação judicial para contestar'', aponta.

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