Travesti desde os 15 anos, Carla, hoje com 24, diz gostar do que faz. ‘‘Iniciei com um caminhoneiro e depois gostei de ficar aqui na estrada.’’ Carla conta que tem fascínio pela estrada, mas sabe dos perigos que o local oferece. ‘‘O período da safra é o nosso Natal. O dinheiro entra com facilidade. Tenho marido em casa’’, conta, emendando que está na quarta união. ‘‘Sou um pouco namoradeira.’’ ‘‘ Hoje, meu marido me espera em casa. Por isso, não demoro ou me enrabicho com caminhoneiro’’, brinca. É natural de Apucarana. ‘‘Minha família sabe como eu vivo e até me apóia. A gente luta muito aqui, mas começo a pensar na minha aposentadoria. Vou fazer um curso de cabeleireira e costura. Depois informática. A gente fica velha e vai se cuidando mais.’’

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