O capitão da Polícia Militar (PM) Gustavo Hauenstein sempre acalentou o sonho de ser piloto de avião. Em 2008 conseguiu realizá-lo. Dois anos depois, mais uma conquista: comprou seu próprio avião, um Bonanza fabricado em 1960. Segundo Hauenstein, foi um negócio compensador: "A partir da crise de 2008 os americanos passaram a abrir mão de seus hobbies e a vender seus aviões. Somado a isso, o dólar caiu muito, então ficou fácil comprar uma aeronave. Muita gente aproveitou a oportunidade. Eu paguei R$ 130 mil e hoje ela vale o dobro", afirma o militar, que costuma fazer voos na região, a cada 15 dias. "É um avião rápido e econômico, que acomoda até quatro pessoas", destaca.

Hauenstein defende que o avião é um dos meios de transporte mais seguros que existem, mas que exige muita responsabilidade. "Não se pode fazer loucuras. É preciso voar com segurança, ser prudente, respeitar a legislação e os limites da máquina, fazer a manutenção correta e contratar apenas os serviços de oficinas homologadas. Tudo isso é muito importante. Se todos os cuidados forem tomados, garanto que hoje em dia é mais perigoso viajar de carro do que de avião", diz o capitão, que tem o privilégio de unir trabalho a uma grande paixão: Hauenstein é piloto de um dos aviões da PM do Paraná. (S.L.)

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