O desaparecimento da menina Vivian Florêncio, em Curitiba, no ano de 2005, foi uma tragédia dupla para a família. Aos 3 anos de idade, ela estava com a mãe, que foi assassinada. O corpo foi encontrado cinco dias depois, mas a garotinha nunca mais foi vista.
O suspeito pelo homicídio é o pai da menina, que jamais assumiu a filha. Maria Emília, mãe da criança, saiu de casa para se encontrar com ele e cobrar o pagamento de uma pensão, mas não voltou para casa. O homem chegou a ser condenado e preso pelo homicídio, mas a defesa recorreu e ele aguarda novo julgamento em liberdade.
"É muito difícil conviver com isso. É horrível não saber o que aconteceu", conta o avô de Vivian, o aposentado Luiz Ubaltino Polli Florêncio, que junto com a esposa Marlene ficou responsável por criar os outros filhos de Maria Emília, hoje com 21 e 25 anos. "Nunca imaginei perder uma filha na flor da idade e ficar sem notícias da minha neta", lamenta.
Resignado, o avô não tem mais esperanças de encontrar a criança. Logo depois do ocorrido, ele chegou viajar para outros estados em busca de pistas. "Sempre que alguém comentava ter visto uma criança parecida, a gente ia atrás, mas nunca encontramos nada. O pai nega até hoje o homicídio, então não há qualquer indício do que possa ter acontecido", diz.
Apegada à religião, Marlene, a avó de Vivian, tem opinião diferente. "Nunca perdi as esperanças. Vou continuar procurando, porque não acredito que ela tenha sido morta como a mãe. Seria muita crueldade", diz ela, para quem a polícia não pode parar de procurar. "Não vamos deixar este caso cair no esquecimento", avisa.
Até hoje, a família se sobressalta quando o telefone toca. "Penso que pode ser alguém com notícias", conta a avó, que não supera, também, a perda da filha. "Era a mais velha e a única menina. Até parei de fazer artesanato porque me traz muitas lembranças dela", revela. Pensativa, a avó comenta que, por acreditar que a neta está viva, reza todos os dias para que tenha sido acolhida por uma boa família que dê cuidados e amor. "Hoje, ela estaria com 13 anos, uma mocinha. Não gosto de pensar que possa ter sofrido". (C.A.)

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