Domingos e feriados são entrave nos supermercados
O supermercadista Luis Cláudio Vicente decidiu não abrir a loja nas manhãs de segunda-feira para conseguir oferecer mais folgas mensais aos funcionários. A iniciativa foi uma estratégia adotada para manter os trabalhadores na empresa. Dono do supermercado Santa Ângela, em Cambé, ele conta que a necessidade de trabalhar aos domingos e feriados é o maior entrave à atração de novos empregados. ''Tem gente que sai do supermercado para ganhar menos em locais com melhores horários'', lamenta.
No supermercado, os novos funcionários são, em sua maioria, jovens em busca do primeiro emprego e que querem trabalhar perto de casa. ''Assim que completam 18 anos, eles saem em busca de novas oportunidades. Acabo preparando trabalhadores para o mercado de trabalho em outras áreas'', acredita.
Francisco Venâncio de Paula, de 35 anos, é funcionário de Vicente há 20 anos e, ao contrário dos jovens que logo deixam a empresa, apostou no setor e hoje é encarregado de açougue no supermercado. ''Entrei como auxiliar de serviços gerais. Como estudei apenas o ensino fundamental, acho que tive uma boa oportunidade'', conta.
Satisfeito com a profissão, ele admite, porém, que o horário dos supermercados é ingrato para os trabalhadores. ''Se tivesse estudado mais, pensaria em buscar um trabalho menos sacrificante. Sinto bastante por não ter mais tempo para a minha família'', diz. (C.A.)





