Doente de Aids agoniza e menor alega inocência
Dois brasileiros presos em Ciudad del Este sofrem com as diferenças legais entre Brasil e Paraguai. Enquanto Roberto Rodimar Casaril Filho, 18 anos, vive isolado sofrendo com Aids, M.F., 16 anos, está perplexo em dividir a cela com presos maiores. Rodimar foi afastado dos outros detentos quando contraiu tuberculose devido à deficiência imunológica. Os presos dizem que a situação do brasileiro piorou depois de fortes crises de depressão. Preso em 1996 com outras três pessoas (que já saíram da cadeia), o doente tinha apenas 14 anos quando foi acusado de homicídio. Depois de passar por um internato, acabou encarcerado em Ciudad del Este e condenado a seis anos de prisão. Pela legislação brasileira, Rodimar já estaria vivendo em liberdade condicional.
As diferenças legais também impedem M. de sair da cadeia, mesmo não havendo uma área específica para menores. Preso no Paraguai em dezembro por tráfico de drogas juntamente com outro colega quando voltavam ao Brasil em um ônibus, o jovem está assustado com a situação em que se encontra. Minha família vive em uma área invadida de Foz. Não temos condições de pagar um advogado particular, lamenta, afirmando que não haveria provas contra ele, exceto uma bolsa no bagageiro do ônibus sem qualquer identificação. Como a lei paraguaia prevê responsabilidade penal a partir dos 16 anos, M. pode ser condenado a até oito anos.





