DIVERSIDADE - Cada um tem seu motivo para ir às ruas
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de junho de 2013
Carolina Avansini e Silvana Leão<br>Reportagem Local 
Durante a última semana, milhões de brasileiros foram às ruas motivados pela insatisfação. Em comum, eles compartilham o desejo de mostrar descontentamento com tudo aquilo que não combina com o Brasil deste século 21, um país que experimentou crescimento econômico expressivo, mas ainda convive com corrupção, impunidade, violência urbana e atendimento precário das necessidades básicas da população.
Em Londrina não foi diferente. Milhares de pessoas caminharam pela cidade em uma manifestação pacífica que, surpreendendo os mais céticos, ganhou adesão de várias esferas da sociedade. Como poucas vezes antes, o movimento vem reunindo no mesmo espaço pessoas de diferentes faixas etárias, convicções políticas e motivações para estar ali. Há quem esteja empunhando pela primeira vez um cartaz pelas ruas e há quem tenha dedicado boa parte de sua vida a reivindicar. Juntos, eles estão vivendo a intensidade dos últimos dias e escrevendo um novo capítulo da história do País.
Nesta edição, a FOLHA traz uma amostra desta diversidade, relatando as motivações de diferentes moradores da cidade que aderiram à grande massa pela vontade de exercer a cidadania.
A professora de História Vânia Maria Ariello Sanches participou da manifestação do dia 17 de junho em Londrina acompanhada pela filha, a relações públicas Geovana, de 23 anos, que também estuda História. A maior motivação das duas foi a possibilidade de exercer a cidadania. "Meus alunos são todos jovens e, como professora de História, acho importante incentivá-los a ter um posicionamento mais crítico´´, considera ela. "Foi muito bom ver tantos jovens participando de forma pacífica", completou.
Questionada sobre o que a deixa insatisfeita no Brasil, a professora respondeu prontamente que se incomoda muito com a corrupção e com o descaso em relação à educação. O que a levou a integrar a passeata, entretanto, foi a vontade de ver de perto os jovens se interessando pela política e pelos rumos do País. "O despertar dessa parcela da população para os problemas do Brasil pode trazer importantes mudanças", acredita.


