Diva exige uso da camisinha e abomina as drogas
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sábado, 26 de maio de 2001
De Londrina 
Diva começou a fazer programas sexuais no final da década de 70, mais precisamente em 1978. O problema da Aids só foi diagnosticado no ano seguinte e no Brasil o primeiro caso só se tornou conhecido em 1981. Nessa época, a desinformação era grande e mesmo com a grande infestação por doenças venéreas, a popular camisinha não fazia parte da rotina sexual da imensa maioria das pessoas.
Diva confessa que nesse tempo não fazia questão que seus parceiros usassem preservativo. Hoje, porém, ela não abre mão dessa segurança. Naquele tempo eu cheguei a fazer até 15 programas por dia. Hoje, tem uns (parceiros) que não querem usar, mas eu dou uma de louca e exijo, confessa. Para suportar essa jornada rigorosa ela se lavava com álcool e vinagre.
Ainda hoje, Diva ainda é bastante procurada pela clientela e já arrumou, inclusive, algumas inimizades por causa disso. Eu sou perseguida na praça quando pego mais programas que outras. As vezes nem aceito para não arrumar confusão com as outras meninas, diz.
Na média, ela afirma que chega a faturar cerca de R$ 40,00 por noite. Um programa de uma hora custa cerca de R$ 20,00, mas tem meninas que fazem por até R$ 5,00 ou um maço de cigarro.
Ela também reclama do aumento da concorrência nas ruas. Tem muita menina que vem de outras cidades, só que elas não pagam imposto aqui e nem nada que a gente paga e ainda querem arrumar confusão por causa de programa.
Outro ponto que a deixa triste é o aumento do uso de drogas entre as mulheres que fazem ponto na Praça Rocha Pombo. Na minha época todo mundo achava um absurdo a menina que usava maconha. A única droga que a gente usava era a bebida, confessa.
Desilusões já teve algumas, principalmente com o homem com o qual se casou em 1982, fato que a fez abandonar a prostituição até 89. Ele era violento, não saía de casa e eu ainda tinha que sustentar a peste e aturar duas cunhadas, finaliza. (L.A.)


