Dinheiro compra felicidade?
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sábado, 20 de abril de 2013
Redação FolhaWeb 
Após o anúncio de que um único londrinense acaba de faturar R$ 37 milhões num prêmio da mega-sena e que praticamente toda a cidade gostaria ser este felizardo, você acredita que dinheiro compra a felicidade? O estudo chamado Wealth Sentiment Monitor (Monitor de Sentimento de Riqueza) realizado pela empresa britânica de consultoria de investimentos "Skandia International", divulgada no final de 2012, revelou que 80% das pessoas entrevistadas disseram que sim. E mais, a felicidade teria um valor: a cifra média para garantir que a pessoa seja feliz seria de US$ 161 mil individualmente, ao ano, o equivalente a R$ 320 mil anuais.
Aplicada em 13 países com cerca de 5 mil pessoas, o Brasil foi um dos escolhidos para a pesquisa. Dos entrevistados daqui, 93% disseram acreditar que o dinheiro traz felicidade e o valor seria de US$ 143 mil, cerca de R$ 286 mil. O maior valor é o de Dubai, com US$ 276 mil e o mais baixo da Áustria, com US$ 85 mil. Questionado quanto uma pessoa precisaria para ser considerada rica, o brasileiro respondeu US$ 1,63 milhão, ocupando a sétima posição. Curiosamente, o nível mais alto daqueles que se consideram ricos é o do brasileiro, com 25%, ficando na frente de países como Áustria (24%), Dubai (22,9%) e Alemanha (22%).
No Brasil, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) também divulgou uma pequisa com itens parecidos em dezembro de 2012. Intitulada "2012: Desenvolvimento Inclusivo Sustentável", apesar de não fixar valores, o estudo mostrou que a renda familiar é um determinante da felicidade brasileira. A nota média de satisfação com a vida de quem vive com mais de 10 salários mínimos é 8,4, contra 6,5 de quem vive apenas com um salário mínimo. A nota de quem não possui renda nenhuma foi de apenas 3,7.
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