Dias mais curtos, noites mais longas: é a vez do outono
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sábado, 17 de março de 2001
Luciana PomboDe Curitiba 
Folhas secas pelo chão, árvores com troncos mais fortes, plantas sem flores, dias mais curtos, noites mais longas. A chegada do outono pode ser percebida pelo comportamento imediato das plantas. Mas não são todas. As azaléias e os crisântemos, por exemplo, ficam mais floridos. As videiras entram em estado de dormência e as uvas deixam de ser colhidas até o término do inverno. Os reflexos atingem o humor das pessoas. Algumas parecem mais deprimidas, deixam de sair de casa e aproveitam o período para descansar. Nas áreas agrícolas, os produtores tendem a plantar menos. As culturas de verão são colhidas até o início de maio e deixam de ser plantadas a partir de agora.
Todas estas modificações ambientais e comportamentais são explicadas por um fenômeno simples estudado pela astronomia, o movimento do Sol. No outono, que começa exatamente às 10h27 do dia 20 de março, o sol deixa o Hemisfério Sul e segue em direção ao Norte. Os dias, que eram mais longos e quentes, começam a ficar mais curtos e frios. No inverno, o Sol fica exatamente no Hemisfério Norte. No outono, o Sol chega exatamente à linha do Equador. O mesmo ocorre na primavera, mas o caminho feito é o inverso. No outono, a duração do dia e da noite é a mesma. Cada vez que ele caminha em direção ao Norte, mais a noite vai ganhando dimensão, explica o astrônomo Germano Bruno Afonso, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Em Curitiba e região metropolitana, por exemplo, a duração do dia no verão é de 13 horas e 43 minutos. No inverno é de 10 horas e 33 minutos. Na primavera e outono, a duração do dia é de aproximadamente 12 horas.
Esta é uma estação em que a temperatura é média. Ela começa a diminuir a partir do momento que segue mais para o Norte. A primavera e o outono são chamados de equinócio, por terem a mesma duração de dia e noite. O verão e o inverno são solstícios, por terem durações distintas e ficarem em pontos extremos do hemifério.
Alguns fenômenos podem ser vistos apenas no outono e na primavera. Um deles é o nascimento e o pôr do Sol exatamente nos pontos cardiais. Apenas no primeiro dia do outono e da primavera, o Sol nasce exatamente no ponto cardial Leste e se põe no Oeste, assegura.
No verão, o Sol está quase a 90 graus do horizonte (88 graus exatos). No outono e no inverno, ele fica numa altura de 64,5 graus. Durante o inverno, 41 graus.
As descrições destes fenômenos valem apenas para a região Sul do Brasil. Os detalhes astronômicos podem ser pesquisados no Guia Astronômico de 1996. O guia pode ser adquirido pelo endereço eletrônico afonsoªfisica.ufpr.br.
O outono termina no dia 21 de junho, às 4h34.


