Desenvolvimento minimiza a dependência
Os números do IBGE mostram que a maioria das principais cidades do Brasil tem pouca influência da administração pública no PIB. Das 27 capitais brasileiras, apenas três, Brasília, Macapá e Boa Vista, tinham participação do setor mais elevada do que 1/3 da economia local em 2009. Em 15 delas, a influência era inferior ao índice nacional (14,1%). As capitais com menor influência da administração pública eram Vitória (apenas 5,3% do PIB), São Paulo (6,2%) e Curitiba (7,5%).
''Quanto maior a cidade, tende a ser menor a participação do setor público. Agora, quanto maior a participação, geralmente há menos diversidade econômica e mais dependência do poder público, mas pode ser um indicativo também de mais prestação de serviços públicos'', explica Cid Cordeiro, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR).
''É importante ter uma concentração menor (em um setor econômico), o que indica uma economia mais diversificada. Menos gastos públicos com pessoal e impostos sobre o PIB seria uma situação ideal. Mas há situações que temos que ver de forma detalhada. Temos que observar se nesses municípios (com maior participação da administração pública na economia) o serviço público é de qualidade. Se for, isso é positivo'', diz o economista. (F.G.)





