O argentino Damián Maskin, de 33 anos, trabalha desde setembro de 2008 como consultor na empresa Pelissari Gestão & Tecnologia, em Curitiba. Natural de Rosário, na província de Santa Fé, ele conta que o mercado de trabalho mais favorável e a melhor qualidade de vida da capital paranaense o motivaram a aceitar o desafio em solo estrangeiro.
‘‘Eu tinha feito um trabalho com uma brasileira, que me recomendou. A empresa entrou em contato, me chamou para a entrevista e pagou as passagens. Também me deu uma ajuda de custo nos primeiros meses, para a hospedagem’’, conta.
Segundo ele, um acordo assinado em agosto de 2006 por Brasil e Argentina facilitou a imigração, que no caso dos profissionais vindos de outros países costuma ser mais burocrática. ‘‘Se você trabalha como temporário durante dois anos, ganha a residência permanente. É um acordo binacional; vale para os dois. E foi o que aconteceu comigo’’, explica.
A adaptação também foi facilitada pelos colegas, que o acolheram. ‘‘É outra cultura e é mais difícil se adaptar. Mas posso dizer que encontrei amigos verdadeiros, o que é o mais importante para um estrangeiro. Hoje, não pretendo trocar o Brasil por nenhum outro país’’, afirma.
A coordenadora de recursos humanos da Pelissari, Ana Carolina Palú, diz que, no universo da tecnologia da informação, a importação de mão de obra é bastante comum, por conta dos softwares utilizados, universais. Isso não significa, porém, que haja uma procura específica por esses profissionais. ‘‘No nosso processo seletivo não existe discriminação. O que a gente vai observar são as competências, o conhecimento.’’ Além de Maskin, a empresa possui um alemão entre seus cerca de 300 colaboradores, espalhados entre a matriz curitibana e as filiais em Caxias do Sul (RS) e Joinville (SC).

Português
O português Paulo Jorge Pereira dos Santos, de 41 anos, veio para o Brasil no ano passado para trabalhar na Cinq Technologies, de Curitiba. O analista e programador já havia morado no País entre 2006 e 2008, quando trabalhou em uma outra empresa da área de tecnologia da informação em Araucária (região metropolitana de Curitiba).
Santos é casado com uma brasileira e relata que veio pela segunda vez com o objetivo de se estabelecer definitivamente no Brasil, que, segundo ele, é um mercado bem mais promissor. ‘‘Vim pelas más condições financeiras de Portugal e pela proposta da empresa’’, diz Santos. ‘‘No setor de tecnologia, o Brasil é um dos países que mais crescem no mundo.’’
O português aponta que não teve dificuldades na adaptação ao trabalho, já que a área de TI trabalha com conhecimentos difundidos globalmente, mas que tem que se ‘‘policiar’’ na comunicação com os brasileiros. ‘‘Os portugueses falam mais rápido, então às vezes os brasileiros não me entendem. Tento falar mais pausadamente’’, afirma Santos.

mockup