Em Rolim de Moura, importante polo regional da chamada Zona da Mata Rondoniense, a presença do Paraná é marcante. Estima-se que cerca de quase a metade dos 50 mil habitantes seja paranaense ou descendente.
Numa casa de madeira semelhante vive um dos últimos migrantes que chegaram à região: o comerciante Anésio Pedro Kremer, que se mudou de Francisco Beltrão em 1995. ''Vim pela propaganda. Estava procurando uma vida melhor e acabei ficando. Minha família toda continua no Paraná mas não sei se me acostumaria de novo por lá.''
Após a adaptação, Anésio terminou transformando o hábito cultural de tomar chimarrão em fonte de renda. ''Tinha uma loja de R$ 1,99 e as pessoas começaram a procurar erva-mate e os utensílios. Acabou que fiquei só nisso'', diz ele, que hoje vende todo o aparato para quem aprecia a bebida. A clientela ''é fiel''.
Fiel também é o amor de dois paranaenses pelo ACP de Paranavaí, o ''Vermelhinho''. A paixão é tanta que Adenilson Florentino e Warner de Alencar pintaram o escudo do time na entrada do Estádio Municipal, ao lado de grandes como Santos, Corinthians, Flamengo... Eles recordam que, ainda moleques, assistiram partidas memoráveis do ACP. O tempo passou mas o amor pelo time continua forte no coração dos dois paranaenses que se mudaram para o Norte nos anos 1980.
A ''terra das oportunidades'' também fisgou o paranaense de Goioerê Nelson Fernandes da Silva, no final dos anos 1990. ''Quando vim para cá, tinha R$ 17 mil em dívidas e um Chevette 93.'' Em algum tempo uma boa dose de empreendedorismo, ele construiu o patrimônio formado por caminhonete importada, chácara, casas e um próspero negócio de equipamentos para irrigação. ''Hoje, quem quer trabalhar e fazer algo diferente ganha dinheiro. Se não for assim, é melhor ficar no Paraná mesmo.''

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