Delegado nega existência de grupo de extermínio
O delegado Emerson Fortunato de Abreu, que está há seis anos à frente da Delegacia do Adolescente, diz que não tinha ouvido falar, até o dia da audiência pública, de jovens marcados para morrer pela polícia. ''Em toda a cidade só existem dois ou três adolescentes que necessitam de internação, os demais cometem infrações ocasionais'', afirmou.
Segundo Abreu, durante a audiência pública não foram apresentados fatos concretos que demonstrassem a existência de um grupo de extermínio. O delegado lembra, porém, que alguns policiais trabalham sob pressão e sob influência do sofrimento da vítima, mas que isso não configura o desejo pela violência, mas a falta de reciclagem e de preparo para casos mais complexos.
Para o tenente Radamés Luciano Vinha, do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM) de Maringá, o fato dos processos envolvendo policiais não terem sido concluídos não mostra falta de justiça, mas um procedimento necessário para se provar a verdade e punir os culpados. Conforme Radamés, a audiência pública se restringiu a uma discussão na área policial e não se preocupou com a responsabilidade da família e da própria sociedade nos casos que envolvem adolescentes infratores. ''Todos os dias recebemos ligações de gente que quer que a polícia tire os menores de perto, mas não querem ajudar a resolver o problema em sociedade'', condenou o tenente. (M.M.)





