Essa não é a primeira idéia diferente do delegado João Alberto Fiorini de Oliveira, chefe do Serviço de Registros Policiais. No último ano, ele apresentou uma série de sugestões para melhorar alguns procedimentos policiais. Como uma espécie de ''professor Pardal'' (personagem do Walt Disney, que é um cientista criativo), Fiorini idealizou teses como a de conhecer o histórico de bandidos por meio de suas tatuagens ou realizar um mapeamento genético dos criminosos.
No ano passado, o delegado apresentou pelo menos oito susgestões que associavam a atividade policial a novas tecnologias e metodologias científicas. ''Do jeito que anda a criminalidade, somente usando a tecnologia para tentar coibir os excessos criminais'', avalia.
Fiorini entende que a tecnologia é um instrumento essencial na atividade policial. Recentemente, o delegado apresentou uma proposta para associar técnicas da termometria cutânea nas investigações. A termometria identifica a temperatura do corpo, por meio do calor irradiado. O delegado entende que com esse tipo de equipamento médico é possível encontrar pessoas perdidas no campo ou presas em um incêndio. Também poderá ajudar no caso de um assassinato.
Outro trabalho do delegado é uma pesquisa com 179 presos de Curitiba e Região Metropolitana, sobre as causas que levam a pessoa ao crime e depois a reincidir. O material vai se transformar em livro (Crime de Morte), a ser direcionado a jornalistas e policiais.
Fiorini sugere ainda que se adote câmeras digitais para coibir o sequestro e o tráfico de crianças. Esse equipamento, com grande capacidade de ampliação irá registrar as impressões digitais de bebês recém-nascidos, e identificar as crianças nos primeiros dias de vida. (I.R.)

mockup