Dos 951 leitos hospitalares de internação ou complementares do SUS que o Paraná perdeu entre setembro de 2010 e o mesmo mês em 2013, 357 foram fechados em Curitiba, o que representa mais de um terço da redução registrada em todo o Estado.

Alan César Diório, superintendente de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde da Capital, órgão gestor do SUS na cidade, aponta duas razões principais para essa redução. "Em primeiro lugar, tivemos diminuição dos leitos de psiquiatria. Existe uma política nacional de desospitalização na área, hoje mais voltada para os centros de atenção psicossocial (Caps). O segundo fator é a diminuição de leitos clínicos, por vários fatores, dificuldade financeira das instituições, desinteresse de hospitais privados de atender pelo SUS", afirma Diório.

Ele destaca dois projetos da secretaria municipal, a inauguração do Hospital do Idoso, no ano passado, e os estudos para a construção do Hospital da Zona Norte, que deve ofertar 210 leitos. Além disso, a pasta pleiteia o aumento do teto de repasses do SUS para ofertar mais 90 leitos para atendimento de urgência e emergência em hospitais credenciados até o início de 2014. "Acreditamos também na possibilidade de aumento da capacidade instalada do HC, que seria benéfico para Curitiba, Região Metropolitana e todo o Paraná", diz o superintendente.

Uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgada em setembro mostrou que Curitiba foi a terceira capital que mais perdeu leitos do SUS entre janeiro de 2010 e julho de 2013: foram 325 a menos, redução que foi superada apenas pelas registradas no Rio de Janeiro (-1.113 leitos) e em Fortaleza (-467). Entre os Estados, o Paraná foi o sexto com mais perdas nesse período (-1.007), atrás de Rio de Janeiro (-4.621), Minas Gerais (-1.443), São Paulo (-1.315), Maranhão (-1.181) e Goiás (-1.008).

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