A região de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este começou a receber sucessivos golpes desde a redução da cota de compras de US$ 250 para US$ 150, em novembro de 1995. A desvalorização do real em relação ao dólar ajudou a afastar ainda mais os sacoleiros.
Em 1994, um dólar norte-americano estava cotado em R$ 1,00 real; atualmente é comercializado a quase R$ 3,00 reais, inibindo a busca de sacoleiros por produtos importados.
Outros fatores determinantes para a decadência foram as medidas implantadas com o surgimento do Mercado Comum do Sul (Mercosul), entre elas a facilidade de importação diretamente das fábricas estrangeiras. A fiscalização mais rigorosa da Receita Federal completou, em menor escala, o agravamento da crise.
O pacote econômico teve reflexos negativos nas duas cidades. Ele espantou milhares de compristas, diminuindo o volume anual de negócios de US$ 12 bilhões (antes da redução da cota) para um faturamento anual US$ 1,2 bilhão, segundo o Centro de Importadores e Comerciantes do Departamento de Alto Paraná (Ciaap).
Das 7 mil lojas existentes em 1994, hoje restam apenas 1.600, conforme a Ciaap. Em Foz, o reflexo foi o fechamento de mais de 400 lojas da Vila Portes e Jardim Jupira (bairros próximos à Ponte da Amizade que concentram empresas exportadoras) e o fim de dezenas de hotéis de sacoleiros, gerando mais desemprego na fronteira. (A.P).

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