De operário sem qualificação a empresário
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de julho de 2001
De Curitiba 
O empresário Paulino Saito, 33 anos, voltou do Japão há três anos e vive em Curitiba com a mulher Lina Sumizono. Recém-formado em administração de empresas e com um emprego de analista de sistemas no Banestado, Saito resolveu deixar tudo para tentar melhor sua situação financeira no Japão. Eu tinha perspectiva no Brasil, mas queria algo mais, sem politicagem. Resolvi ir para o Japão e fazer lá meu pé-de-meia, contou.
Saito sabia um pouco de japonês e conseguiu se adaptar rapidamente à cultura japonesa. Ele começou trabalhando numa empresa de peças para automóveis. Fazia de tudo lá. Não tinha um cargo específico. De dois em dois anos, ele voltava para o Brasil, onde aplicava parte do dinheiro que conseguia guardar. Comprou um apartamento, um carro e garantiu uma poupança para investimentos futuros.
Dois anos depois de estar no Japão, ele conheceu uma brasileira, com quem se casou. Os dois voltaram para o Brasil em dezembro de 1997. Foi difícil para que nós conseguíssemos nos readaptar ao Brasil. A gente via muito dinheiro saindo. Muita gente resolve voltar para o Japão quando isto acontece.
Seis meses após as primeiras análises de mercado, ele resolveu comprar a empresa Glass Nippon de recuperação e polimento de pára-brisas. Valeu a pena ter investido nesta empresa. A área de prestação de serviços é muito boa, disse. Para fazer o investimento, Saito analisou alguns fatores como o mercado de trabalho, a aquisição da empresa consumiria cerca de 10% do que havia trazido do Japão o que possibilitaria capital de giro por cerca de um ano. Ano passado, a Glass Nipon virou franqueadora e sua primeira franquia foi instalada em Curitiba. Ela também se tornou representante da região Sul da Rogers (revenda de material de conserto de vidros). (L.P.)


