VOLTA ÀS AULAS -

De olho na tecnologia e no bullying

Escola é ambiente para promover uso correto de dispositivos eletrônicos e alertar sobre preconceito

Vitor Struck - Grupo Folha
Vitor Struck - Grupo Folha

Enquanto atravessamos um momento fértil para a reflexão sobre os efeitos físicos e emocionais do uso excessivo de dispositivos eletrônicos nas crianças, com estudos sendo produzidos e artigos que alertam para o tema cada vez mais presentes – paradoxalmente – nas redes sociais, a escola se consolidou como o melhor ambiente possível para se promover uma educação para a tecnologia e que privilegie a correta assimilação das informações pulverizadas no mundo virtual.

Educação para a tecnologia privilegia a correta assimilação das informações pulverizadas no mundo virtual
Educação para a tecnologia privilegia a correta assimilação das informações pulverizadas no mundo virtual | Divulgação/Colégio Interativa
 


No entanto, um tema que deve continuar sendo debatido em qualquer ambiente é o bullying, ou cyberbullying, desde que comportamentos agressivos e vexatórios, bem como a intimidação sistemática por parte de alguns jovens, passaram a ser constatados na web.  




O Ministério da Educação divulgou com base em dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) de 2015 que um em cada dez estudantes era vítima de bullying naquele ano. No ano passado, até um plano foi lançado pela pasta com o objetivo de aumentar a conscientização. Já nesta semana, o estado de Santa Catarina sancionou a lei que cria a Semana Estadual de Combate ao Bullying. Prevista para terceira semana de setembro, a lei prevê orientações nas escolas, ambiente em que, segundo a organização Cyberbullying.org, 13% dos adolescentes que usam qualquer mídia social admitiram ter tido medo de voltar após terem passado por alguma experiência constrangedora nas redes sociais.    


Em setembro do ano passado, no contexto do mês dedicado à prevenção ao suicídio, alunos do 4º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio do Colégio Interativa realizaram uma série de atividades dentro e fora da escola e que alertou também os pais sobre o problema. De acordo com o orientador escolar do Interativa, Eder Ribeiro, os alunos receberam orientações tanto da psicóloga da escola quanto de graduandos do curso de psicologia de uma universidade particular de Londrina. Em seguida, mensagens foram espalhadas através de cartazes na instituição.  


No entanto, um trabalho interessante é realizado de maneira permanente desde a educação infantil até os anos iniciais do ensino fundamental na instituição. Batizado de “Aprender a Ser”, o material busca trabalhar com as crianças noções de reconhecimento e interpretação dos próprios sentimentos de modo a desenvolver a inteligência emocional das crianças. “É um material que trabalha o reconhecimento dos sentimentos, o respeito com os colegas de turma, as individualidades, desenvolvimento mesmo da empatia nas crianças menores. É feito desde o infantil até o 3º ano”, explica o orientador.  


Dessa forma, a instituição visa criar um senso de responsabilidade e empatia entre os colegas também em suas vidas virtuais. No caso dos alunos do ensino fundamental I, os pais são incentivados a não permitirem que os filhos tragam os celulares para a escola, afirma a coordenadora Paula Massi. Já no fundamental II não seria viável e até pouco inteligente a escola tentar “frear” esta realidade.   


Paralelamente às aulas “tradicionais”, os alunos são orientados a utilizarem em momentos específicos todos os recursos tecnológicos que a escola oferece de maneira responsável. “Não só consumir tecnologia”, avalia Leandro Menezes da Costa, coordenador do ensino médio do Colégio Interativa. 


“Existem regras em que o professor não permite o uso de celulares em sala. Quando há uma intervenção tecnológica que se necessita de uma mídia muito específica, temos aqui um Ipad por aluno e é feito todo um trabalho com eletrônicos da instituição, quando precisam pesquisar, construir uma apresentação ou fazer um vídeo, o recurso é disponibilizado”, avalia o coordenador Leandro Menezes.


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