'Dá para ser magro, saudável e fazer muitos trabalhos'
O mercado publicitário e o mundo da moda têm avançado com relação à diversidade de tipos físicos. Mesmo assim, entre as modelos, a busca pelos padrões internacionais de medidas é motivo de angústia e pode levar a medidas extremadas. ''Para ser modelo internacional tem que ter a medida certa. As adolescentes querem ser magras, mas às vezes a estrutura física não comporta'', explica Edmara Alves, professora do curso de modelos do Estúdio Desireé Soares.
Para orientar os alunos sobre manter a forma sem prejudicar a saúde, a escola mantém psicólogo e nutricionista. Mas, no dia a dia, Edmara muitas vezes acompanha alunas que passam mal nas aulas por falta de alimentação. Outro problema são os meninos muito magros que recorrem a anabolizantes. ''Converso com eles e explico sobre os riscos. Me sinto uma educadora'', diz ela, que nunca foi magra a ponto de usar manequim 38, o que não a impediu de ter uma carreira de modelo de sucesso. ''Dá para ser magro, saudável e ainda fazer muitos trabalhos'', pontua.
A modelo Amanda Sterza, 18, do Estúdio Desireé Soares, se prepara para trabalhar em Milão, na Itália. Magra e bonita, ela ainda precisa perder 2 cm de quadril para chegar ao padrão internacional de 90 centímetros. ''Para ser modelo fashion, tem que ser bem magra'', comenta a moça, que não acha que será preciso muito esforço para chegar ao manequim exigido. ''Provavelmente vou resolver com massagem.''
Ela conhece as pressões do mundo da moda, mas sente-se preparada para enfrentá-las sem abrir mão da saúde. ''A melhor receita é procurar equilíbrio na alimentação e praticar atividades físicas.''(C.A.)





