Devido ao grande número de carteiras suspensas em 2010, as salas do Detran em Londrina estão diariamente lotadas de motoristas que fazem curso de reciclagem para voltar a dirigir.
O vendedor Helton Andrade, de 29 anos, teve a carteira suspensa por um ano. ''Tinha tomado apenas duas latas de cerveja e estava em plenas condições de dirigir. Fui parado numa blitz e aceitei fazer o bafômetro. Deu um índice mínimo acima do aceitável'', conta.
Apesar de não concordar com o critério pelo qual teve a CNH suspensa, ele garante que não vai repetir o comportamento. ''Atrapalhou minha vida profissional. Até perdi o emprego. Tenho filho pequeno também e não quero que nada aconteça com ele'', comenta, reforçando sobre a necessidade de fiscalização com bafômetro nas saídas de bares e boates, principalmente nos fins de semana.
Mas há casos como da funcionária pública Talita Biazon Arrabal. Ela afirma ter tido a carteira suspensa sem ter cometido infrações. ''Meu pai comprou um carro que tinha infrações, mas não vimos antes da transferência para meu nome. Em função da burocracia, era melhor que eu fizesse o curso'', argumenta.
Apesar disso, ela confessa que já cometeu infrações e que não foi autuada. ''Já andei sem cinto, furei sinal à noite. Mas eu me considero consciente. A questão é que vejo todo o sistema voltado somente à punição e não à prevenção. As pessoas precisam respeitar e compreender o porquê das leis existirem.'' (M.T.)

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