Diante do ataque de um animal peçonhento, a principal medida é buscar socorro o mais rápido possível. Práticas antigas e crendices, como espremer o local das picadas ou usar torniquetes, devem ser evitadas. "Aplicar medicamentos caseiros também é contraindicado", alerta a chefe da Divisão de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Giselia Rúbio. Em casos de picadas por aranha marrom, a prática de colocar gelo no local é igualmente condenada. "Pode agravar a lesão", informa a bióloga. Já o local das picadas de serpentes não deve ser amarrado, cortado ou chupado. Objetos como aneis e pulseiras devem ser retirados, pois há risco de inchaços.

Segundo a farmacêutica Conceição Turini, coordenadora do Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do Hospital Universitário de Londrina, algumas medidas podem ajudar a conter as abelhas e os efeitos do seu ataque. "Entrar na água, correr em zigue-zague e em volta de arbustos (as abelhas não têm senso de direção) e tentar proteger rosto e pescoço são algumas delas." A farmacêutica lembra também que as abelhas são atraídas por barulho e cheiro, o que deve ser evitado em locais onde haja possibilidade de existência de colmeias. "O uso de protetor solar com perfume, por exemplo, torna-se um risco para os adeptos de trilhas." (S.L.)

Serviço

Telefones úteis, em casos de acidentes com animais

Curitiba – Centro de Controle de Envenenamentos (CCE) – 0800 41 0148
Londrina – Centro de Informações Toxicológicas (CIT) – (43) 3371-2244
Maringá – Centro de Controle de Intoxicações (CCI) - (44) 2101-9127
Cascavel – Centro de Assistência em Toxicologia (Ceatox) – 0800 645 1148
Curitiba – Divisão de Zoonoses e Intoxicações – (41) 3330-4470
Piraquara – Centro de Pesquisa e Produção de Imunobiológicos (CPPI) – (41) 3673-8800

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