A crise econômica do Japão está limitando a emigração de descendentes de Maringá para o trabalho naquele país. Segundo Willi Taguchi, proprietário de uma das principais agências de intermediação da região Norte e Noroeste do Estado, as pessoas estão ‘‘ávidas’’ para irem, mas o país não oferece mais grandes chances de vagas no mercado de trabalho.
Maringá participa junto com Londrina do segundo maior foco do País de emigração de dekasseguis. O primeiro é o Estado de São Paulo.
Em média, cerca de 2,8 mil dekasseguis da região de Maringá embarcam por ano para o Japão. Além da crise naquele país – que começou em 1998 – a entrada da mão-de-obra de outros estrangeiros, como coreanos e chineses, aumentou a concorrência do mercado de trabalho para os brasileiros. Além disso, explica Taguchi, no ano passado, a legislação japonesa liberou o trabalho noturno da mulher.
‘‘Como se paga menos para a mão-de-obra feminina, os patrões passaram a substituir as vagas que eram ocupadas por homens’’, diz. Conforme Taguchi, hoje o mercado japonês absorve com maior facilidade mulheres sozinhas e com boa fluência do idioma. ‘‘Conheço pelo menos 50 pessoas na esperança’’ de conseguir uma vaga no Japão’’.

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