Crise econômica assustou mais que desastre
A gerente da agência de empregos Japan Tech, Miriam Ota, em Londrina, observa que a crise econômica de 2008, a maior enfrentava pelo Japão desde a Segunda Guerra Mundial, causou uma redução maior no número de dekasseguis do que o desastre natural do ano passado. ''Antes da crise econômica, enviávamos cerca de 15 trabalhadores ao mês. De lá para cá, esse número caiu para 7'', reforça. De acordo com ela, com o tsunami não houve cancelamentos, mas ''nos meses de março e abril de 2011, alguns clientes resolveu adiar a viagem, mas ninguém acabou desistindo de ir.''
O fato das regiões mais atingidas serem zonas rurais e não terem tanta oferta de emprego, justamente pela ausência de grandes fábricas e indústrias, foi primordial para a estabilização de agências brasileiras de empregos no Japão.
Um ano depois, a esperança de ganhar a vida no país continua alimentando muitos brasileiros. Segundo Miriam, de janeiro até hoje, já embarcaram 40 pessoas para o Japão. ''E já estamos com outras datas programadas'', comemora.
Julia Keiko Yoshida, proprietária da Yoshida Turismo, que atua no mercado há 25 anos com pacotes turísticos, também compartilha da mesma opinião. ''Acho que a maior redução foi no ano de 2008. Mas para mim, o tsunami não trouxe prejuízo para as agências. É claro que nos primeiros meses houve receio e algumas pessoas deixaram de visitar o Japão, mas agora está tudo melhorando. Nos próximos dias iremos embarcar 20 turistas'', afirma. (M.O.)





