CRIME CONTRA A INFÂNCIA Mães percebem ganhos emocional e cognitivo
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domingo, 06 de novembro de 2011
Marian Trigueiros <br>Reportagem Local 
Com o livro de atividades nas mãos, a pequena Wendy, de 3 anos, mostra com entusiasmo todos os feitos do ano. São desenhos, pinturas, letras, bichos e cores que aponta e fala do que se trata. ''Esse é o pato'', diz, mostrando o desenho do animal e, em seguida, uma foto fantasiada de princesa. Orgulhosa, a mãe Deise Dayane da Silva, 21 anos, comemora o desenvolvimento da primeira filha. ''Ela já reconhece a letra do nome dela. Sem contar que ela quase não falava. Agora, até cantar ela sabe'', diz.
Mas nem sempre foi assim. A jovem, que é operadora de caixa, diz que desde a gravidez aguardava uma vaga para a filha. ''Como voltei a trabalhar e ainda não tinha vaga, minha mãe cuidava dela para eu poder trabalhar. Mas em casa ela não recebia estímulos e era muito tímida. Hoje ela faz amizade com muita facilidade.'' A mudança foi possível porque Deise foi atendida por uma creche municipal. Caso contrário, ela não teria como pagar uma escola particular.
A autônoma Giovania de Andrade reforça a importância de um local apropriado para o desenvolvimento das crianças. ''Por mais que os pais tenham boa vontade, em casa não possuímos a estrutura pedagógica nem metodologia. Além do que, na escola, elas desenvolvem não só a parte cognitiva, mas, principalmente, a emocional'', diz a jovem, pontuando que a filha, Ana Gabriely, 4 anos, aprendeu a compartilhar os brinquedos e parou de usar fraldas. ''Vejo a diferença no comportamento dela com crianças da mesma idade que não vão à escola.''
E essa constatação não fica restrita à pequena Ana Gabriely. Outra mãe que percebeu o desenvolvimento mais acelerado da fala dos filhos foi a manicure Tatiane Aparecida Batista, de 24 anos. ''Eu percebo que eles são muito espertos para a idade deles. Sabem todas as cores, números, reconhecem as letras. Tenho certeza que vão ter muito mais facilidade quando entrarem no ensino fundamental, assim como já noto com minha filha mais velha, que frequentou creche desde pequena'', diz, referindo-se à menina de 6 anos que, atualmente, está na primeira série e aprendeu a ler rapidamente. (M.T.)


